Quem somos

O Instituto Farol – Centro de Excelência e Inovação em Autismo Ltda, nasceu da união de pais de crianças com autismo e profissionais da área da intervenção precoce, cujo objetivo central é auxiliar o progresso científico e clínico referente ao tratamento do autismo infantil no Brasil.

Nossa missão é trazer um novo sopro de esperança às famílias e amigos de crianças com autismo através do desenvolvimento de novas tecnologias e modelos de intervenção naturalistas, capacitando profissionais e formando especialistas na área da intervenção precoce no Brasil e no mundo, tendo sempre como base os estudos fidedignos e com comprovação científica de eficácia já publicados. Através do nosso Centro de Excelência e Inovação, o Instituto Farol tem também por objetivo afiliar-se às entidades acadêmicas e educacionais a fim de receber alunos e acadêmicos no intuito de favorecer a produção e divulgação de conteúdos científicos sobre modelos de intervenção precoce naturalista intensiva adaptados à cultura brasileira. Além disso, nossa missão é unir a comunidade do autismo em uma nova forma de interação, favorecendo o desenvolvimento do pleno potencial da criança com autismo através da estimulação precoce intensiva, cuja intervenção é realizada de forma lúdica, espontânea e amorosa, utilizando-se da ciência da Análise do Comportamento Aplicada (Applied Behavior Analysis- ABA), a ciência da aprendizagem, englobando também as áreas do desenvolvimento infantil, da educação e da psicologia social. Nossa meta é contribuir para o desenvolvimento de uma nova dinâmica, uma nova forma de comunicação social, a qual deverá abranger o individuo como um ser único, aceitando-o e respeitando-o em sua individualidade e em suas particularidades, porém também como um ser social o qual deverá ser aceito e inserido espontaneamente em uma comunidade aberta à recebê-lo como membro integrante do todo.

Através da antiga Integrar Intervenção Precoce, O Instituto Farol trouxe o Modelo Denver de Intervenção Precoce para crianças com autismo, sendo, portanto, a entidade pioneira deste modelo de intervenção precoce intensiva naturalista no Brasil. Através dos nossos treinamentos, capacitamos mais de 200 profissionais especialistas em intervenção precoce e mais de 100 acompanhantes terapêuticos atuantes nessa área no Brasil. Nosso trabalho incessante e progressivo no ideal de trazer o progresso, não somente em quantidade, mas sobretudo em qualidade nos impulsiona à nos unir e à criar novos laços e parcerias a fim de nos fortalecermos como comunidade, afinal, estamos JUNTOS NO MESMO BARCO!

UM POUCO SOBRE O MODELO DENVER DE INTERVENÇÃO PRECOCE PARA CRIANÇAS COM AUTISMO, UM DOS MODELOS BASE DO NOSSO TRABALHO

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o autismo afeta uma em cada 160 crianças, no mundo. O Modelo Denver de Intervenção Precoce para crianças com autismo foi desenvolvido e aperfeiçoado após 35 anos de estudos e pesquisas, liderados pela Dra. Sally Rogers e seus colaboradores, hoje concentrados no Centro de Excelência em Autismo, no Uc Davis MIND Institute, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Esse modelo é um dos poucos métodos que tem sua eficiência comprovada cientificamente. Em 2012, o Modelo Denver foi eleito pela Revista Time como um dos 10 maiores avanços da medicina. Em decorrência da grande eficácia de seus resultados, o método disseminou-se rapidamente pelo mundo, e atualmente seus manuais foram traduzidos em 13 idiomas diferentes e especialistas de diversas regiões do mundo já foram treinados e são, portanto, habilitados à aplicá-lo. Países como Canadá, Estados Unidos, Austrália, Inglaterra, França, Portugal, Itália, Suíça, China, Brasil, entre outros, já contam com terapeutas oficiais e/ou capacitados no Modelo Denver.

Segundo especialistas, o grande diferencial do Modelo Denver está no uso de estratégias de ensino naturalistas, em que a criança aprende através da brincadeira e do jogo, sem abandonar os princípios da ciência da análise do comportamento aplicada (ABA). O Modelo Denver também se baseia nas pesquisas da área da psicologia do desenvolvimento, incluindo a comunicação receptiva e expressiva, as competências sociais e de jogo, o desenvolvimento cognitivo, as habilidades motoras globais e finas, a imitação e os comportamentos adaptativos.

Nesse método de intervenção, terapeuta e criança tornam-se parceiros de jogo, e a interação social está no centro de cada atividade, alternando-se, continuamente, entre atividades no chão – apropriadas à idade da criança - e brincadeiras sociais, sem objetos, em que a interação social é o centro da atividade (como o Pega Pega, Siga o Mestre, Cantigas de Roda, etc) e atividades de mesa (como desenhar e colorir, usar massinha de modelar, fazer o lanche, etc).

Seguindo os mais recentes avanços da ciência, os autores do Modelo Denver encaram o autismo como uma falha no desenvolvimento social e da comunicação. Dessa forma, o programa de tratamento foca na construção de uma relação afetiva com a criança. Essa é uma estratégia central do Modelo, uma vez que as interações sociais positivas aumentam a motivação da criança em buscar novos contatos sociais e ampliam sua capacidade de aprender ao longo das atividades terapêuticas. Assim, as atividades são projetadas para incrementar a relevância das recompensas sociais e, consequentemente, melhorar a atenção e a motivação social da criança, que aprende a buscar a interação social e a desenvolver suas competências sociais em um ambiente onde as interações sociais são dinâmicas, naturais e positivas.

Principais características do Modelo Denver
  • A presença de uma equipe multidisciplinar que trabalha todas as esferas do desenvolvimento infantil;
  • Foco no desenvolvimento das competências sociais e no envolvimento interpessoal;
  • Desenvolvimento fluente, recíproco e espontâneo de gestos, movimentos faciais e expressões, e da utilização de brinquedos e outros objetos;
  • Ênfase no desenvolvimento da comunicação verbal e não verbal;
  • Foco nos aspectos cognitivos das brincadeiras em rotinas de jogos interativos;
  • Fortalecimento e respeito às escolhas e motivações da criança;
  • Incentivo à iniciação, seguindo as crianças em suas motivações;
  • Adoção de um ambiente de ensino natural, favorecendo o desenvolvimento de competências sociais, que possam ser generalizadas à vivencia diária da criança;
  • Grande intensidade na apresentação de oportunidades de aprendizado à criança;
  • Reforço por parte do terapeuta das tentativas e do esforço da criança, seja qual for o seu nível de precisão;
  • Parceria com os pais e demais membros da família;